Tanatologia e Logoterapia: um diálogo ontológico

Por Valdir Barbosa Lima Neto.
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[dc]F[/dc]alar de morte e de finitude nunca foi fácil para o homem ao longo da história da humanidade. Segundo Elizabeth Kübler-Ross (2008), uma das principais precursoras dos trabalhos em tanatologia, (em grego thánatos significa morte ou o deus da morte na mitologia grega) ao nos voltarmos às culturas e às civilizações antigas, temos a impressão de que o homem sempre temeu a morte e que, provavelmente, sempre a repelirá. Diferente na forma de ser simbolizada e retratada por cada cultura, igualmente complexa e misteriosa para todos os povos, a morte é unanimemente um fenômeno central na questão existencial humana.

A estranheza para com o morrer e o mal estar que este provoca no ser humano veio se acentuando, dirá Klüber-Ross, no decorrer do século XX, especificamente no ocidente. Ao longo de toda a formação ideológica, cultural e social da civilização ocidental, a morte veio sendo cada vez mais encarada com angústia, com medo e com rejeição pelas pessoas. Tal fato repercute principalmente nos profissionais que lutam pela manutenção da vida humana: os ditos profissionais de saúde. Na própria formação de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos a atenção para a temática do morrer é muitas vezes mínima e o reflexo disso se dá na dificuldade em falar ou mesmo refletir sobre tal assunto.

É em meio a tal contexto de visível dificuldade e “resistência” dos profissionais e das pessoas de maneira geral ao lidar com a morte que este trabalho se propõe a realizar um estudo enfocando uma linha psicológica e uma psicoterapia que se proponha a olhar para a temática do morrer e do sofrimento por um prisma diferente. Pretendemos, portanto, estabelecer um diálogo entre a Análise Existencial e Logoterapia de Viktor Frankl, e os estágios do morrer de Kübler-Ross, a fim de enriquecer o olhar sobre a morte, atentando para pontos importantes que, de certo modo, se complementam e se confirmam nos estudos dos dois autores, na tentativa de fornecer, assim, uma contribuição importante tanto para o meio acadêmico quanto para a comunidade no que diz respeito à compreensão, por um viés psicológico, mais precisamente, fenomenológico-existencial, do fenômeno da morte, demonstrando que o morrer é parte constituinte da vida e do sentido que a ela é intrínseco.

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