Sobre o consumo e consumismo: a consumação do vazio

Por Lorena Bandeira da Silva. Universidade Estadual da Paraíba.

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O homem, bem como a sociedade, vem sofrendo transformações ao longo da história. Acompanhando essas transformações está o ethos, que corresponde ao conjunto de valores vigorantes dessa sociedade, identificando o posicionamento do homem diante de sua vida e de sua realidade.

Ao passo que o homem e a sociedade modificam-se, as suas relações com o consumo tomam novas proporções. Tal fato deve-se à aplicação do marketing que se volta para todas essas transformações que ocorrem a fim de adaptar-se ao que o consumidor deseja e, mediante isso, lucrar.

A sociedade hipermoderna, termo cunhado por Lipovétsky (2006), compreende uma relação do homem com o consumo que se estabelece através da efemeridade e do hedonismo, levando o homem ao consumo excessivo em busca de novas experiências, através da utilização, pelo marketing, do construto valorativo da sociedade, a fim de firmar-se no mercado consumista. No entanto, essa busca desenfreada leva o homem hipermoderno a experienciar crises existenciais, especificamente sensações de vazio e frustração e desenvolvimento de neuroses noogênicas, temas de estudos da Logoterapia.

A partir dessa premissa, o presente trabalho objetiva apresentar de que maneira o marketing atual utiliza-se do construto valorativo da sociedade a fim de firmar-se no mercado consumista e as conseqüências existenciais ao homem hipermoderno, ao viver na busca impulsiva pelo prazer.

Muito se discute acerca das modificações da publicidade e propaganda na modernidade, mas os estudos acerca das consequências do marketing, sobretudo no que diz respeito ao existencialismo dos consumidores é pouco explorada, especificamente na abordagem logoterapêutica.

A partir desse estudo teórico, o contraponto entre princípio do prazer e o sentido da vida, tão bem explorado por Viktor Frankl em sua teoria, delineia-se nas relações de consumo e consumismo da sociedade hipermoderna, solidificando a teoria sobre as consequências existenciais nesse tipo de sociedade.

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