O Sentido da Vida

Por Berta Weil Ferreira. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

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[dc]N[/dc]o mundo de hoje encontramos muitas pessoas, sobretudo jovens, a quem faltam objetivos na vida. Vemos o homem desnorteado, cujos atos do cotidiano perderam seu significado e que já não age mais de acordo com a tradição, pois esta perdeu a sua relevância. Ele está mergulhado no vazio, não sabe o que fazer, nem para que fazer algo.

É o que Viktor Frankl chama de “vazio existencial“. Este vácuo existencial só deixará de existir quando for encontrado o sentido da existência.

Viktor Frankl criou a Logoterapia, que é a cura pelo sentido da vida. É uma terapia que busca devolver às pessoas a razão do seu viver. Esta razão não é dada pelo terapeuta, é a própria pessoa que precisa encontrar o sentido da sua vida para poder curar-se. Afirma Frankl: “só o homem pode levantar esta questão do sentido e pôr em questão o sentido de sua existência“ (1986, p.80).

A Logoterapia busca solucionar o vácuo existencial do homem moderno, da pessoa que se encontra imerna num vazio, através da realização de valores e do encontro de um conteúdo para a sua existência.

Frankl diz: “Não faz parte da missão do médico dar sentido à vida do paciente, mas pode muito bem ser missão dele, por meio de uma análise existencial, pôr os pacientes em condições de encontrarem um sentido na sua vida“ (1986, p.322).

Neste ponto o autor concorda com Gordon Alport (1967), ao afirmar que nenhum terapeuta pode curar um fobia, uma obsessão, preconceito ou hostilidade, limitando-se a extirpar o que quer que seja. O que ele pode fazer é ajudar o paciente a aproximar-se de uma visão dos valores e de uma concepção do mundo capaz de cobrir e absorver o fator de perturbação.

Conforme Frankl, não há na vida nenhuma situação que careça de sentido. Mesmo a “tríade trágica: dor, culpa e morte” sempre pode se converter em algo positivo, se enfrentada com comportamento correto.

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