A vontade de sentido na obra de Viktor Frankl

Por Ivo Studart Pereira. Universidade Federal do Ceará.

liberdade, logoterapia, psicoterapia, vida, viktor frankl, vontade de sentido, pdf

[dc]O[/dc] psiquiatra austríaco Viktor Emil Frankl (1905-1997) é o fundador da chamada Logoterapia, escola psicológica de caráter fenomenológico, existencial e humanista, conhecida também como a Psicoterapia do Sentido da Vida ou, ainda, a Terceira Escola Vienense em Psicoterapia. No final dos anos 1920, Oswald Schwarz escreveu, em seu prefácio a um livro de Frankl, que as idéias centrais daquilo que viria a tornar-se a Logoterapia significavam para a “história da psicoterapia o mesmo que a Crítica da Razão Pura para a filosofia” (Frankl, 1981, p. 118).

Aparentemente performática, essa assertiva, no entanto, constitui uma observação sumária mais do que pertinente sobre a obra de Viktor Frankl. Mas, afinal, qual é o sentido de tal afirmação? Kant ilustrou o projeto epistemológico de sua Crítica como uma inversão copernicana: assim como Copérnico ousou retirar a Terra do centro das órbitas planetárias e Kant ousou retirar o objeto do conhecimento do centro mesmo da epistemologia, pode-se afirmar que Frankl livrou a psicoterapia do introspectivismo, desconstruindo a noção de uma autorealização solipsista do centro das motivações primárias do ser humano.

Tal é a tese que pretendemos esboçar neste artigo, ao retomar, pela própria letra de Frankl, suas formulações básicas a respeito da chamada “vontade de sentido”, a qual, segundo nosso entendimento, constitui a categoria chave para uma compreensão apropriada da visão de homem da Logoterapia.

Para continuar lendo o artigo, clique aqui.

[line]

One thought on “A vontade de sentido na obra de Viktor Frankl

  1. Pingback: Mundo e Sentido na Obra de Viktor Frankl | Instituto Geist

Deixe uma resposta