A Pessoa com autismo: O caso Temple Grandin sob a ótica da Logoterapia e Análise Existencial

Por Bruna Soares Pires e Tatiana Oliveira de Carvalho (Instituto Geist).

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[dc]D[/dc]esde a década de 1910, com os estudos de Bleuler, e depois na década de 40, com os estudos de Leo Kanner e Hans Asperger, o autismo vem despertando interesse – seja pelo aparente desprendimento dos autistas em relações sociais, seja por uma fala muitas vezes não comunicativa, seja por seus comportamentos estereotipados e repetitivos.

Muito já foi estudado e descoberto em relação à etiologia e características. Contudo, o autismo continua a exercer um misto de fascínio e dúvida: por aparentemente rejeitarem relações sociais e contato afetivo, por muito tempo a sociedade pensou o autista enquanto um nãosujeito, que é incapaz de amar ou de ter empatia. Será essa a única forma de conceber a pessoa com autismo?

Este trabalho busca apresentar uma visão sobre a pessoa com autismo à luz da Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Frankl, a partir do caso de Temple Grandin, uma autista mundialmente conhecida e consagrada pelas importantes contribuições que tem oferecido à compreensão dessa síndrome, bem como a sua área de atuação profissional. Ao longo do texto, utilizar-se-á a nomenclatura autismo para se referir ao que hoje tem sido denominado como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), em consonância com a classificação apresentada pela quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-V (American Psychiatric Association, 2013).

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